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Blog do Dunossauro

Experimentando o Lima (Linux Machines)

Grande parte do meu trabalho, fora dos streams e vídeos, é dar suporte pra a comunidade. Eu tô sempre por ai, nos grupos da comunidade de python/emacs/GNU/linux, tentando ajudar da melhor maneira possível.

Esse post estava no meu draft desde 2023. Não tinha absolutamente nada de interessante que fazia ele valer a pena para ser postado, depois desse toot achei que deveria postar!

# Meu problema de sempre

Uma das coisas mais complicadas pra mim é tentar reproduzir o ambiente de desenvolvimento de outras pessoas. “Ah… mas temos docker”, faz um tempo que tenho evitado usar docker por conta das licenças absurdas que eles veem impondo aos usuários. Você poderia me dizer que temos o podman então… E você pode ter razão.

Possua seus dados (e pensamentos também…)

[Esse post é o lado inverso deste]

Um dos grandes problemas de viver nos silos, pelo menos para mim, é ter de pensar no que vai em cada silo. Como toda pessoa, também sou multifacetado. Penso em coisas diferentes, com formas diferentes, e gosto de falar sobre elas. Mas parece que nem todo silo é adaptado e tem receptividade para comportar tudo que eu penso. Quer exemplos de pensamentos?

  • “Já ouviu o último disco do umnavio?”
  • “Amicu?”
  • “Chapéu de nazista é marreta!”
  • “Mano, a pior coisa que eu fiz na vida foi tentar afinar um sintetizador analógico”
  • “A inclusão do eglot emacs foi a melhor coisa que o editor já recebeu”
  • “Quer enganar o cliente?”
  • “Se usa JSON não é REST”
  • “Caralho, esse primeiro episódio da 7a temporada de black mirror foi sinistro”
  • “Pega todo esse seu código feito por ia e enfia no cu!”
  • “Hoje é dia de Live de #Python \o/”
  • “Annie Ernaux, por que me machucas?”
  • “Apenas escute o Tecnocracia dessa semana!”
  • “Glups moglods, dica da lora”

Pegue qualquer “rede social” e se imagine dizendo todos os tipos de coisas que você pensa…

Automatizando postagens no pixelfed

Tenho trabalhado nos últimos tempos em uma forma de postar meus conteúdos na minha página e sindicar o conteúdo nas redes sociais (POSSE). Nessa experiência, tenho desenvolvido em vagarosidade glacial o sociopyta.

Na grande maioria dos casos, fazer postagens em redes sociais (silos) não oferece um grande desafio, temos documentação de APIs ou bibliotecas prontas para fazer isso. No caso do pixelfed, não temos nem documentação, nem bibliotecas :)

Esse post é sobre um “trabalho investigativo” em código-fonte alheio. Você pode pular para # solução e ver como fazer a automação dos seus posts ;)

Descentralização de consumo na internet

[Esse post é o lado inverso deste]

Eu tentei ser o menos sarcástico que consegui nessa postagem. Mas, o estado atual da internet me emputesse e eu perco o controle…

Me sinto cada vez mais fatigado da internet, sei que não sou só eu que me sinto assim, então acredito que precisamos conversar…

Grande parte do nosso consumo na rede vem por meio de algorítimos… Você pode até pensar que esse é um papo da “nossa década”, mas, na verdade, esse problema é um pouco maior e mais complicado do que isso. O consumo algoritmo está na raiz de tudo que consumimos!

Golden Slumbers

Sentimentos complexos saem de mim em toneladas de referências, muitas vezes, incapazes de acompanhar.

É e cá estamos nós…

Esse momento me lembra muito o “velho safado”:

arranje uma grande máquina de escrever e assim como os passos que sobem e descem do lado de fora de sua janela

bata na máquina bata forte

faça disso um combate de pesos pesados

Uma das poucas coisas realmente importantes que aprendi com a terapia foi tentar lidar de forma ativa com as coisas que me incomodam e não deixar escondidas no peito. Fazia tempo que nada me doía tanto e eu não sei como escrever sobre esse assunto.

Olá mundo!

Há muito tempo quero migrar meus posts do Medium para algum lugar. Tenho me recusado a escrever, pois não queria que as coisas fossem para lá. Mas, todas as outras vezes que me via no momento onde “olha, vou escrever um post hoje”. Eu lembrava que não havia feito alguma coisa. Que coisa era essa? Subir um blog. Inúmeras vezes comecei alguma configuração no pelican, mas me dava preguiça de terminar um tema personalizado, outras inúmeras me peguei escrevendo minha própria engine de blogs. Sem sucesso, claro. Decidi hoje que era hora de parar de encolar. Acabei subindo a configuração padrão do hugo para o netlify e começaremos por aqui!

Eu Piro Quando Voce Passa

Em meados de 2011 eu fazia escola técnica na Etec e lembro de escutar essa música do Pablo Dominguez todos os dias no mesmo horário enquanto estava no ônibus.

Uma das coisas que mais demorei para me acostumar quando mudei para o interior de São Paulo foi o rádio. Sim, eu ouvia muito Nova Brasil FM. Um costume um pouco incomum que acabei adquirindo com a minha mãe. Sempre fui do Hard Core e ouvia muito punk rock também, mas toda vez que eu buscava um pouco de paz eu ligava na nova brasil. Inclusive, estou fazendo isso agora.

meus sinceros pedidos de perdão

Eu não sou homem pra você. Talvez esse texto todo só precise de uma frase. Mas, talvez, eu precise ser bem mais prolixo, é de praxe, você sabe. Eu falo muito, não tem como você fingir que não sabe.

Não sei por que essas coisas acontecem comigo. Eu tenho um sentimento estúpido reprimido que me faz querer fugir das coisas. Meu histórico de relacionamentos é bem grande e maior do que esse tamanho, talvez seja a frustração que carrego deles junto comigo e vai chegando uma hora em que a gente tem que se olhar no espelho e parar com o “não deu certo” ou talvez o clássico “a gente era bem diferente”. Eu sou um boçal mesmo, mas meu terapeuta vai dizer que isso é uma construção do meu ego em relação ao quadro que me foi apresentado durante a infância. Maldito seja Freud. Talvez o fato de reconhecer tudo isso já seja um grande passo. Mas isso me dá a impressão de que a história não é tão “platônica” assim. Não existe um “ideal”, o cume da honestidade consigo. Eu tenho um certo tipo de inveja dessas pessoas que se conhecem, que se “controlam”. Eu nunca aprendi a ser assim. Na verdade, até um tempo atrás eu não sabia que existiam pessoas assim. Com objetivos, com honestidade em relação aos seus próprios pensamentos e sentimentos. Isso é um pouco novo pra mim. Geralmente, a gente “empurra com a barriga” e vai seguindo para ver o que acontece. Talvez meu terapeuta esteja mesmo certo. Até alguns poucos anos atrás, eu não tinha um emprego “de verdade” e nenhuma perspectiva de “futuro”. Na verdade, eu nunca me importei com isso. Seria meio clichê jovem dizer “não chego aos 30”? Já pensei bastante isso. Na real, eu nunca esperei muita coisa de nada. Nós que crescemos na periferia, em grande parte, compartilhamos um sentimento meio negativista da vida e também não é para menos. Quem de nós vai chegar em algum lugar? Vou me planejar para ter uma vida regada a trabalho braçal e mal remunerado? Não dá pra esperar nada, vai ser uma “bosta” de qualquer jeito.

A Breve Historia Dos Mocks

Texto original postado por Steve Freeman Disponível em: http://www.mockobjects.com/2009/09/brief-history-of-mock-objects.html

# Introdução

As ideias e conceitos por trás de objetos simulados (mocks) não se materializaram em um único dia. Há uma longa história de experimentação, discussão e colaboração entre muitos desenvolvedores diferentes que pegaram a semente de uma ideia e a transformaram em algo mais profundo. O resultado final deve ajudá-lo a desenvolver software; mas a história de fundo da “Criação dos objetos simulados” também é interessante — e também é um testemunho da dedicação das pessoas envolvidas. Espero que revisitar essa história também o inspire a desafiar seus pensamentos sobre o que é possível e a experimentar novas práticas.

Chegou a hora de conversar sobre estupro

Essa semana completa um ano que comecei a fazer terapia. Decidi que em algum momento eu ia ter que colocar isso pra fora. Nunca é fácil falar sobre isso. Não é uma coisa que você joga na roda e debate com seus amigos. Não é uma coisa que você conversa com sua família ou mesmo que você fala na terapia. Simplesmente não existe um bom momento para falar sobre isso. Mas faz dias que não durmo e essa coisa me assombra. Não foi nada que vi em um filme de terror, não é nada que consigo conceber de maneira literal. É um sentimento, um sentimento que achei que ia passar com o tempo e não passou. Essas memórias vem a tona em momentos diversos, sabe? Uma vez eu estava no metrô e alguém me puxou pelo braço e a única reação que tive foi sentar no chão e chorar. Não dá pra explicar.